Jovem devora livros em meio a tanta tecnologia



Apesar de tanta tecnologia, o livro resiste e continua sendo fonte de conhecimento. Em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, uma estudante de 12 anos já leu seis obras este ano e é uma verdadeira ‘devoradora de livros’.

Atualmente Amanda Thayná está lendo “A Elite”,uma ficção da autora americana Kiera Kass. Este ano, ela conta que já leu seis obras. Com 12 anos, ela prefere os gêneros de aventura e ficção científica, porque lhe dão asas à imaginação. "Esses livros são mais emocionantes, tem mais suspense e eu gosto de livros assim", destaca Thayná.



A mãe de Thaýna, a pedagoga Maria José da Silva, acredita que a paixão pela leitura vai ser muito importante para o desenvolvimento da personalidade da filha. "Eu falo que a leitura abre a mente dela. Não só para a questão de estar com novos conhecimentos, mas para escola, para a vida. Sempre que é preciso que uma criança se apresente em algum lugar, igreja, escola. Ela sempre é citada e eu acho isso bem importante. Porque ela tem uma dicção boa, fala bem e isso a leitura com certeza proporciona".

O livro é uma das maiores invenções do homem, através dele são transmitidos conhecimentos, culturas de diversos povos, e a história, não só é preservada, como também é repassada de geração para geração.

Na biblioteca do Sesc de Petrolina são quase 7 mil títulos e os livros de literatura são os preferidos do público. Outra biblioteca da cidade é a municipal, que atualmente está funcionando numa sede provisória, 30 mil títulos estão à disposição do público. A cidade tem hoje mais de 340 mil habitantes, mas só 8 mil estão cadastrados na biblioteca.

Rute de Lima é bibliotecária e ela avalia como importante a existência de espaços como esse, mesmo com tanta tecnologia. "Nós oferecemos um acervo bem diversificado com vários assuntos, livros de literatura tanto brasileira quanto estrangeira e que geralmente são os livros que mais saem para empréstimos".

Diego Milhomens é membro do Núcleo de Pesquisa e estudo em Literatura (Nepel). Para ele, o livro tem um papel fundamental na sociedade. "A nossa juventude tem tido medo desse contato com o livro, porque remete ao ambiente engessado da escola. A finalidade do livro é para despertar, para que esse estudante possa viajar para outros lugares. Para que esse estudante possa olhar para ele mesmo".

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